sexta-feira, 17 de julho de 2009

às vezes, quando eu acordo assim, meio sem definição, eu acredito realmente que não há lugar mais perfeito pra se esconder do que dentro do meu próprio cérebro. assim eu fico segura do meus pensamentos que me enganam, eu tenho me enganado o tempo todo e não sei se eu quero (ou se consigo) me corrigir disto, mas isto é assunto pra outra história. e se eu dissesse que hoje eu não quis nem levantar da cama porque eu preferi me perder no meu sono e só queria acorda daqui a algum tempo. às vezes, eu não tenho força nem pra me perguntar como tudo isso chego a este ponto, e porque as coisas tomam certo rumo, mas quer saber, não quero mais me cobrar, porque eu não posso estar sempre no controle. então eu não vou pedir desculpas por tudo, não me deixa pensar porque eu tenho essa mania de procurar respostas absurdas e o pior, é que eu encontro elas e é capaz de você nem conseguir se explicar. então vê se não chega tarde demais, vê se me diz o que eu preciso ouvir não o que eu quero, porque você sabe eu sou menina mimada que odeia ser contrariada, mas eu te garanto que eu me apaixono se você tiver a coragem de me enfrentar e dizer que a vida é complicada, e que eu não preciso me desesperar nem me sentir sozinha porque todo mundo sente isso, mas eu não sou igual a todo mundo. então não me peça pra te explicar tudo isso que eu sinto, porque eu sei que você vai fazer aquela cara de desentendido e me chamar de louca, mas quer saber, to cansada de parecer louca. é que tudo isso é bobagem, é só mais um dia da minha tristeza, então me deixa pensar em nada, tá?

'o que está acontecendo? eu estava em paz quando você chegou...'

domingo, 29 de março de 2009

domingo

tava passando na rua e vi uma velhinha. toda calma e meio desajeitada, ela tinha uma sacola de alguma coisa de supermercado nas mãos, usava um óculos arredondados, e tinha os cabelos brancos e leves. deveria estar esperando alguma boa alma ajudá-la a atravessar a rua, olhava para os lados, e parecia não se encaixar nesse mundo feito de tanta pressa e pouco amor. e eu fiquei ali, observando ansiosa, como se aquela cena fosse decisiva em um filme, e ela me viu de longe e sorriu. sei lá porque eu senti uma lágrima escorrer, e fiquei encantada com o olhar daquela velhinha que eu nem sei quem é. esperei o farol fechar e vi ela indo embora carregando o fardo de viver na bolsa e uma serenidade que exalava os olhos de quem realmente prestasse atenção nela. e continuei meu caminho pensando de como a vida é simples e clara, e como a gente insiste em sofrer por coisas medíocres.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

guache

hoje acordei de ressaca. ressaca de gente. da falta de gente. já chorei sem motivo. procurei um motivo farejando em cada canto da casa alguém pra me acolher. não achei você. você que quebra o realismo da vida planejada. você que me fez perder o controle da solidão. você que sabe de mil truques pra me atirar no abismo. você que é meu medo. traz um copo de veneno garçom, hoje eu me embebedo de tanto amor.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

E tudo isso apenas com um olhar..

Era mais um daqueles dias em que um não queria entender o outro, o dia em que você acorda e diz: hoje eu resolvi ser egoista !
Mas esse, eles nunca esqueceriam. Ao discutirem sobre algo desinente ele ficou ali do outro lado da porta só escutando os suspiros de um choro conscentido e se perguntando porque diabos eles nunca se entendiam, ela furticava de raiva, mas tinha a vã consciencia de que tudo voltaria a ser como sempre foi, prometeriam melhorar e o fato de estarem juntos um ao lado do outro era o suficiente para que fossem felizes.

Então ele escreveu um bilhete e passou por debaixo da porta:

"Daqui três horas o sol vai nascer, e eu quero estar ao seu lado, porque não ha momento algum que me faça mais feliz quando você sorri discretamente por saber que, se passou mais um dia e nós estamos aqui, novamente. "

E tudo isso apenas com um olhar..

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

conhaque

ele ainda continuara aqui. exato momento. ela ainda tinha os mesmo receios de amar, insegurança e o mesmo final. é triste enlouquecer sozinho. mas já se passara tanto tempo, tantas paixonites, flores cresceram e murcharam com a mesma freqüência que ela tinha de chorar. o mesmo encanto de sempre mudara, uma pena, mas ainda tinha seu lugar no mundo. quanta saudade pensara, pra quê se sempre há algo pra se preocupar mas nunca algo que realmente valha a pena perder o sono por pensamentos inquietos?! aah, esse leque de possibilidades sempre o deixara confuso demais, então ele acendia mais um cigarro e contemplava a quantos amores já vivera. o sorriso lhe escapava aos olhos e mergulhava na imensidão da dúvida. nunca acreditara em pessoas que se complementam. aliás, nem nós mesmos estamos completos. as pessoas se somam infinitamente. a cada abraço e entre rios de beijos perdem a conta do finito...
o mundo girou. o passado passou. o futuro chegou....
... e você ainda está aqui.





domingo, 28 de dezembro de 2008

Capitulo 31

Carolina sentou ao lado dele, redigiu palavras embaralhadas que se dava pra ver na expressão de Pedro sentido algum.
A única coisa que pensou e logo depois conseguiu pronunciar foi "caderno". E ele atendeu suposto pedido, passou o caderno a ela que começou a escrever tal carta que só foi lida 3 dias depois num ônibus de volta pra casa.


"Bem, não é que seus olhos não sejam lindos, mas é que não posso observa-los. Acredite nesta carta apesar de serem só palavras, quantos são os atores que ja reproduziram tudo isso de modo apenas a brincar no palco. Mas se eu pudesse, diria tudo isso a publico, não atuando, tão pouco lendo, apenas dizendo com você ai ouvindo, ao inves de estar não entendendo.
Criei um medo, como quando se cria uma planta. Desde a semente até o seu colher. E eu tenho colhido esse medo, esse tempo todo eu tenho carregado os frutos por ai. Não que eu queira, que eu não me canse de comer sempre a mesma coisa. Mas se é tudo o que eu tenho, acho que resolvi preservar. Até te conhecer, é claro.
Porquê alem de sentir todas aquelas coisas que eu senti, que eu já te disse debaixo da arvore no aniversario da Helen, eu queria jogar tudo fora, tudo que eu já construi, tudo que eu me tornei plantando e colhendo medo. Medo de perder algo, medo de arriscar, medo que me vissem por ai deixando de ser a independente atravessando a rua, com o seu orgulho brilhando atraves da blusa.
Então eu quase vomito e choro por pensar assim. Mas eu respiro fundo e esfregos as mãos, penso um pouco no que já construimos juntos nesse meio tempo e tudo passa e essa é a hora em que você esta indo embora mais uma vez. Eu sei que você vai voltar! Eu me sujeito a sorrir, os meus olhos se enxem d'agua. Você pode tardar mas, a luz da sacada vai estar acesa, a comida vai estar quente no forno e a roupa pronta. E eu prometo, vou sempre estar de braços abertos, talvez eu fique muda e desvie o olhar, mas você sabe, não é por falta de afeto, é o cegar do excesso dele que me fez o que eu sou hoje. Um pouco sem palavras, com todos os gestos.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

chiclete

e naquele dia em que borboletas azuis diziam bom-dia ao seu quintal, que o pôr-do-sol foi-se mais tarde, que a chuva levou um sorriso, e a saudade fez-se arrancar uma lágrima doída. nessa segunda feita pra viver, feita de esperanças, nesse dia que nunca voltará, no seu último ano de escola, no cheiro de pitanga nos cabelos e água de cheiro entre as orelhas, na angústia de uma ligação, no medo do alô e a aflição do beijo, no meio de tanta coisa confusa e embaraçada, entre as lacunas de palavras dispersas no ar, no coração na boca disparado quando escuta o nome, eu quis te entregar ao meu destino, quis escolher a nossa sorte. em meio ao meu excesso, com toda essa coisa de não entregar para não estragar, mas quer saber? eu quero gritar pra dizer que é você!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Declaração pessoal

Ok, resolvi entregar o jogo. Não aguentava mais guardar isso pra mim mesma. Eu não estou amando, sequer apaixonada, eu estou louca, zureta, biruta. Perdi o controle de tudo. Eu não te amo de verdade, só amo o modo como você fala me dizendo que eu não tenho noção explicando as coisas detalhadamente e quando você aperta minhas boxexas e dá três tapinhas na minha cabeça só pra me fazer sorrir. Eu adoro só mexer no seu cabelo enquanto vocÊ deita no meu colo, e quando a gente come algo junto, eu adoro a sua boca, você já viu o formato dela ? Eu não esqueço de lembrar todas as vezes que eu penso em você de como você fica irritado quando eu faço cocegas em você, de como você se sente intediado deitado comigo quando a gente não pode se beijar. E o seu beijo foi o melhor que eu já experimentei. Eu fico pensando no nosso primeiro beijo, e eu não me lembro de nada do filme, porque eu ficava pensando meu Deus o que diabos ele quer comigo ? Ele é todo lindo, todo charmoso, tem cara de inteligente...E tudo mudou! Você chega e você me abraça, e esse perfume e o cheiro do seu xampu, você desembaraça o meu cabelo e o meu domingo..Ahh o meu domingo, eu não quero saber nunca mais o que é dormir o dia todo por não ter o que fazer, ou com quem falar. Eu quero fazer tudo ao seu lado, ou nada ao seu lado. Eu quero beijar muito a sua boca, sair por ai sorrindo com você, não para mostrar que somos um casal feliz, porque isso agente não precisa mostrar, a gente é e pronto. Mas sair com você é uma aventura e tanto. Não porque você dirige mal ou acelera pra eu ficar com medo, mas porque sair com você me da uma sensação de liberdade, e a nossa liberdade é tão grande mas tão grande, mesmo que limitada, que nos prende. É isso que eu sinto, eu me sinto presa a você. Não que isso seja ruim, é como andar com celular, pra ser encontrada, pra me encontrar, você é parte de mim. E eu tenho um medo que você olhe para os lados e encontre uma felicidade maior do que a nossa, porque eu acho que isso não existe, se tivesse um concurso você pode ter certeza que nós seriamos o primeiro lugar. Eu tenho tanto medo que você encontre alguem melhor do que eu, uma mulher mais magra, talvez mais inteligente, que pegue mais no seu pé do que eu. Por quê eu, se eu encontrar alguém melhor do que você, ainda assim eu iria preferir você. Com todos os seus defeitos, virando a boquinha como um bebezãao, ou ainda mordendo a lingua (o que me deixa louca se é o que você quer saber), eu não ia nem pensar em conhecer outra pessoa, é você que me enlouqueceu, que sumiu com o meu juizo, é com você que eu quero dividir toda essa loucura, que eu quero sair e não ter limites, ou ficar em casa e ainda assim não ter limites, é pra você que eu quero dizer e passar o resto da minha vida.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Bilhete aos de mente pequena

Olá, estou de mudança. Já não suporto mais estar aqui. Tenho medo de lugares pequenos. E pavor de pessoas que pensam com tamanha miudez.
Anote aí o meu endereço, caso queira deliberadamente dar grandes saltos: Rua dos Lírios N°13, Perdizes.

Tudo intensamente, mesmo que o farol esteja apagado.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

mais uma

tenho essa mania boba de achar o mundo meio chato quando não tenho no que pensar. faço contradição nos meus pensamentos e engulo a vontade de soltar o verbo. só que às vezes isso me sufoca e eu mato gatos a berro. descobri meu vício de escrever pra viver feliz de palavras. o abstrato significado das palavras, eu não consigo passar pra dentro. é momentâneo mas está sempre em mim. todo dia sinto uma saudade louca daquilo que eu não sei bem o que é. o mundo me faz falta porque meu mundo é ilimitado e não consigo lidar com fronteiras invisíveis. é uma sensação estranha e minhas crises psedos-existenciais vêm e passam com certa freqüência, que particularmente, eu gostaria de ter domínio. tudo bem, esse é mais um dos meus textos subjetivos, pra mim mesma e sem nexo que nunca tem solução. taí, a solução é não pensar em tê-la.
"A você, que nunca pensou que o riso também precisa de aquecimento para não se machucar em rugas, que deseja ler de manhã e viver o que se lê de tarde, e que não lê de manhã e nem vive de tarde, e sobra a noite para fazer de noite.
A você, que é uma promessa de cheiro, de chá, que coloca perfume nos pulsos e no pescoço, que tem receio de chorar onde não se chora, de falar o que não se deveria, que se controla e se autocensura para não se entregar.A você, que passou a vida a disciplinar o desespero, que segura a bolsa perto do quadril, que é suave para olhar de canto.
A você, que está aqui e não se resolve, porque não é aqui que está, mas dentro daquilo que procura. Alguns procuram um endereço; outros, um sentido. "[F. Carpinejar]

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

ponto

você me acordou aquele dia no meio da tarde inventando qualquer coisa boba só pra ouvir essa minha voz meio rouca. você me pediu desculpas e continuou dizendo besteiras com seu jeito expansivo. eu sempre quis você, mas nunca entendi porque diabos eu nunca fiz um texto pra você. e você que sempre foi a pessoa que mais lia meus textos e me fazia assinar todos eles, vá que um dia eu vire escritora, imagine só. e eu adoro te irritar dizendo mentiras pra falar minhas tantas verdades. eu vi lírios nos nossos delírios e achei melhor ficar quieta porque eu não queria estragar tudo. você me mandou trufas de doce de leite e essa foi a coisa mais fofa que alguém já fez por mim. o seu excesso ainda cabe inteiro em mim e ainda tem meus excessos pra gente contar. é que você sempre esteve tão ali, que eu nunca me preocupei com meus "e se...", porque você é a certeza. às vezes eu quero te matar porque você conhece tudo que me deixa brava e usa isto a teu favor. eu digo que não sou ciumenta, mas é mentira. eu fico com raiva das suas piadinhas machistas e da sua falta de grude. adoro tua risada escandalosa quando a gente comenta qualquer trivialidade e você aperta a minha mão pra sentir você. e aquele dia besta na cozinha que você me encarou com aquela cara de possessão, eu já estava perdida. te escrevo todo dia nos meus versos em brancos e descubro que as músicas fazem todo sentido por si só. e foi naquele telefonema que eu atendi numa tarde linda pra amar. e disse sim.

terça-feira, 8 de julho de 2008

a vida deve ser maravilhosa?

tem várias coisas neste mundo que eu não entendo, na boa. tipo essas facilidades que a sociedade cria pra dor não existir. eu não viveria sem sofrer. não tem lógica isso. todos nós precisamos sofrer, chorar, gritar pra descobrir, entender essa coisa toda de pra que se vive. e todas essas pílulas anti-melancolia, revistas de pessoas irreais, conselhos da capricho engavetados pré-congelados? meu Deus, que bando de gente hipócrita. quando mais se vende produtos de uma falsa felicidade mais existem pessoas se autodestruindo. porque deve ser horrível fingir ser aquilo que não é. Ninguém chora mais porque chorar tá fora de moda, aliás, pra que chorar? pra se curar talvez? pra absolver essa angústia permanente de não entender nada. somos todos perdidos vivendo num mundo perdido onde ninguém olha pro lado. teatro mais fantasioso, a gente tá vivendo a vida. não é mais um capítulo da novela das oito onde o mal vence. todo mundo tá torcendo pro mal vencer, é um dilúvio de falsas esperanças. o mundo avança na velocidade da luz (que eu não tenho a mínima de quanto é isso). o homem cria coisas que ninguém tem noção da dimensão do problema. então vamos brindar que o ano novo chegou, o crescimento dos peitos, nossas bundas siliconadas e essas caras de botox todas programadas pra serem felizes torcendo pra ninguém reparar nesse olho inchado. enquanto cada vez mais nos reduzimos a pó.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Dê vazão!


Eu caminhei kilometros pensando nas pessoas que estariam me falando: é o que tem pra hoje! O que existe agora, tome, se contente com isso, é tudo que está presente aqui, logo, o melhor. Mas ao contrario disso eu só ouço esse silêncio me dizendo: é exatamente o que não tem pra hoje! O que não está posto ao alcance, hahaha olha, foi o que você não conseguiu. É pelo que você vai ter que lutar, é o que me foi prometido. Basta! Eu gritei bem alto em meio a encruzilhada. Aposto que eu e você nesse momento escolheriamos dar três passos sem rumo na lua, eu não quero isso, não mais! Eu quero as coisas certas, saber qual é a proxima rua onde virar, saber cortar caminho. Sei que é muito mais dificil viver a realidade, é mais trabalhoso, é um caminho mais escuro e tortuoso esse de seguir a risca o realismo, e eu quero mais aventura sim! Quero dar a cara a tapa, mostrar aos outros que é isso, sem mais. Quero estar tranquila, sem magia, sem o sol iluminando, um sistema qualquer atuando em hora alguma num palco inexistente. E então você vem comigo?

domingo, 22 de junho de 2008

cinqüenta e dois

como o 100º post deste blog, e pelo dia que é hoje, lá se vai mais um dos meus textos inspirados no mesmo motivo.
eu poderia falar de outra coisa menos estranha que não você. mas hoje é seu aniversário e meu centésimo post aqui. é claro, que o assunto é você. após tanto tempo eu não sei mais que sentimento é este. eu me acostumei a gostar de você, mas eu confesso que tenho lá minha dúvidas quanto a isso. já passou mas eu não sei se eu quero que passe, sabe? eu não sei a hora de parar e não tô nem um pouco afim de aprender. você me arranco do meu mundo e eu vivi dois anos numa vida inventada, emprestada. eu desaprendi a viver só pra mim. e esquecer você me faz esquecer da minha outra metade sensata. eu não posso viver só na loucura, entende. eu queria aprender a ser mulher pra você, mas eu preciso ser mulher pra mim. e eu tenho ciúmes da outra metade de mim ter sido tua. eu me quero de volta. mas agora eu me tenho e não sei se é isso mesmo que eu quero. é uma puta confusão e eu não sei onde eu me encaixo. eu queria te odiar tanto que meu lado humano não me permite. então eu desejo realmente que você seja feliz. que você encontre alguém menos complexa e mais solúvel. a gente era óleo e água, completamente opostos. não tem lei na química que explique essa nossa química.
to com uma saudadezinha. adianto cada situação grotesca na minha mente, sempre estou preparada emocionalmente pra qualquer coisa. agarro o chinelo e meto a cara no medo. que nada, sou uma retardada mesmo que não tem no que pensar. é, sem eufemismos banais. saudade de gostar de um babaca. daquele babaca. eu explico: quando você gosta de um babaca, você se sente viva. tudo fica mais intenso. você quer matar, mas a la osama bin. amar, só se for pra quase enfartar. chorar até ficar com cara de sapo. era só você sabe. eu era intensamente feita do dia pra você. agora sou eu. eu, eu mesma e sem você. você me cansava demais, me pesava demais, mas nunca me doeu demais. mentira, uma vez só. quando eu descobri que não tinha jeito. mas nem pra discordar de mim você prestava. meu peito desatou todos os nós. tô tentando ver se alguma coisa desperta uma lágrima que valha a pena. que nem aquelas telefonistas cheias de gerúndios pra estender o mínimo de ânimo. é que eu tenho odiado o gerúndio. sei lá. puta doidera isso. loucura vai bem com a essa minha cara de pseudo-intelectual-metida-de-franja. mas eu to tão bem, tão leve que eu sento e espero toda essa vontade passar.
não, eu não quero que todo aquele inferno volte. eu era apaixonada por você. hoje eu apenas te amo e nem sei se isso é amor. amor é menos porra louca e não é tão egoísta quanto eu. é que é impossível não olhar pra trás depois de tanto tempo. mas de uma coisa eu tenho que agradecer: se não fôssemos tão opostos e tortos essas linhas atravessadas não iriam se cruzar. não mesmo!
um beijo a todos, com muita poesia aos próximos cem!
muito obrigada a todos que lêem e comentam aqui.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

colarinho

às vezes me canso do vazio de mim, me encosto num boteco e meu copo de vida se enche. me encho de tanta resposta atravessada e arisco um palpite no coringa. às vezes a sorte me torna intrínseca de uma vida inventada. eu me re-invento, me atiro a tocar no cinza mas prevalece o vermelho-sangue, grata. o cheiro de mofo me dá alergia, dou um espirro que elimina toda a melancolia. Já consigo inspirar as impurezas do mundo e quase abro um sorriso por exaustão. Ah, mas que seja engano, a mariposa pousa no meu ombro e me faz correr pra vida. o sol sorri intensamente pra mim, mas passo fator 50, a gente desacostuma com a luz depois de tanto tempo na escuridão. abafo sujeitos ocultos e gerúndios redundantes, mas hoje, aah gramática que me permita, hoje quero o presente imperfeito e sem medo. – traz 2 desse aí garçom, vá que eu me convença de tanto amor! - medo é desgraça do mundo. tristeza é a realidade sem auto-estima, precisa pisar em alguém pra estufa o peito de lacunas vazias. palavras ásperas não machucam mais. consinto o gosto na boca. Respiro todo ar que resta de vida e transpiro até a ultima gota o amargo dos fatos.
- ei, garçom! me traz mais uma gelada, acende esse cigarro, que hoje eu quero falar um pouco de prosa...

----------
eu acordo no meio na noite sozinha e penso: sempre há tempo pra mudar.
fecho os olhos sem medo e a vida pega carona...

"deixa ser como será, eu vou sem me preocupar, então tentar prever serviu pr'eu me enganar..." - Los Hermanos

terça-feira, 27 de maio de 2008

olhos dos verdes

é porque o teu cheiro que fica quase entre a orelha e a nuca me sedou e eu quase que pude ser feliz de novo. você quase me fez esquecer do quanto o mundo é medíocre e as pessoas são egoístas e eu quase deixei de odiar o meu ódio de não ter nenhum problema interessante. e você quase me fez lembrar do quanto é preciso pouco pra viver em paz. eu quase larguei mão do meu orgulho ferido e quase te implorei pra você nunca me deixar ir sem sua mão. eu quase me apaixonei pela idéia que eu faço de você. eu quase chorei de emoção quando você me olhou tão profundamente e eu me senti completamente nua (e tua). eu quase perdi a razão quando tocou N só porque essa foi nossa quase música. eu quase desejei com todas as forças continuar ali, pra sempre, abraçada com você. foram quase 11 segundos de um quase-amor iminente quando a realidade despertou e gritou na minha cara que era hora de voltar, e o relógio quase voltou funcionar perfeitamente. são os quase milímetros de sanidade que nos deixa tão distantes a ponto da gente quase não conseguir se largar.é que o quase nunca é o inteiro mas eu quase gosto de me dividir em 2 metades pra que você sempre lembre que quase me tem inteira.
é porque eu quase morro de saudade do nosso amor que quase que nunca existiu.

"e agora como eu posso te esquecer? (...)"

...eu quase acredito que é possível não ser você

quarta-feira, 14 de maio de 2008

trem-bala

" A vida não pode ser apenas um hábito"
li isto num livro e fiquei pensando na profundidade da frase. filosofei, tentei discutir com aqueles que vivem a minha volta, ninguém me entendeu, obviamente, e eu dei risada, pra variar. me acostumei com ninguém entendendo realmente onde eu quero chegar. porque, diga-se de passagem, nem eu sei ao certo onde eu quero chegar. mas tudo bem, a vida é assim mesmo, somos no fundo uma espécie igual habitando o mesmo meio porém completamente diferentes e semelhantes. todos com os mesmos sonhos hollywoodianos, frustrações a parte, psicólogos aos que esperam tanto que esperam menos e não esperam nada. já que escrevendo ninguém me condena, faço-me feliz. me alivio do peso das palavras nas costas. faço rpg, acupuntura, terapia pra retirar a carga da responsabilidade de ser feliz. todos nós, protagonistas cosmopolitas dividimos um fardo. é farto para alguns que são deveras inconformados com o comodismo de viver. sempre tentei achar alguma explicação lógica pra se viver. não encontrei, mas no fundo, não significa muita coisa não viu. é tipo aquele cisto no canto do olho, que você se acostuma, mas às vezes, numa tarde de terça, ele te incomoda. só pra você se lembrar que ele ainda tá ali, óh! e você se pega chorando sem querer chorar, mas porra, porque que a gente é assim? como alguém pode se contentar em viver nesse mundinho de merda de faz-de-contas? respiro fundo! não conto até 10 porque essa contagem é mentira que acalma, e mentira me deixa irritada. pronto. meu coração desacelera a medida que minha boca vai ficando seca. essa minha ansiedade de viver tanto ainda me mata. pronto, passa essa minha crise existencial de não se encaixar em nada. então, eu leio. leio tudo, vivo de comer palavra-a-palavra de cada livro. procuro em cada canto de página respingada de sangue morno uma lasca de auto-conhecimento. e é incrível quando cada crônica se torna vício você encontra um pedacinho de você em cada uma dela. e quanto mais encontra, mais procura, porque a vida é essa busca incessante de entender pra que se vive. fecho os olhos, dói um pouco essa ferida exposta no meu peito. consinto a dor, o vento frio resseca as dúvidas da minha cara. e a rota do destino gira, e acho tão bonito e triste a impossibilidade de fuga...

quarta-feira, 7 de maio de 2008

não me deixe só

nesses últimos dias eu tenho cansado de ser eu. é, minha neuroses, meus pensamentos, minha indecência me pesam demais e é difícil ser eu mesma o tempo todo. ainda com toda essa mania de tentar me salvar de mim, de querer abraçar o mundo se, sequer consigo abraçar uma pessoa só. eu quero comer toda a felicidade pra acabar com ela rápido. porque alimentar uma ilusão é frustração na certa, aquilo fica embromando no estômago e não tem sal-de-fruta que alivie. ela te escapa por entre os dedos, escorre pela pia e eu não sei lidar com o fardo de uma alegria meia-boca. no fundo eu tenho medo. além de uma patética romântica eu ainda sou uma covarde assumida (brilhante, to me saindo melhor que a encomenda!). eu me apego fácil demais a tudo, então, prefiro simplesmente não saber do gosto doce da mentira que azeda quando menos se espera (na espera). eu te ignoro porque eu quero que você me ignore. eu tento matar esse amor em mim pra me livrar da incerteza. eu comprimo todo aquele sentimento no meu peito e deixo ele feito nó. engulo a vontade de chorar, de berrar pro mundo que a minha alma tá sufocada e quer se libertar. me escondo por de trás da minha máscara de forte e mal-humorada pra não ser descoberta. e eu sinto uma alegria tão fora do normal em saber que você existe que eu te odeio. odeio essa sua cara de pouco amor, cara de bobo porque eu não quero me prender nos seus olhos. eu desvio o olhar, estrago tudo mostrando pra você a inconseqüente que habita as minhas entranhas. tudo isso pra tornar mais fácil e solúvel a tristeza do meu peito. eu me afasto o máximo de você, aliás, to me lixando pra vaca que tá dando em cima de você, e o verme do ciúmes tá me corroendo mas eu sou puro veneno de antiamor. olho de soslaio pra garantir minha decepção e me livrar de você (de vez) o mais depressa possível. te conto a primeira coisa idiota que passa na minha cabeça desconexa pra você me absolver de mim mesma. réu culpada, pena capital! e você ao invés de me largar, me abraça e dá risada. você tá rindo de quê? hein?! ainda me diz que acha demais essa minha espontaneidade. você tem toda paciência do mundo em aumentar minha insanidade. não, seu besta! você tá fazendo tudo errado, eu sou mulher demais e você é um moleque. assim eu tento mais uma vez te fazer desistir de mim. desistir de entender minhas esquisitices. esse é o jeito estúpido que eu suplico, pelo amor de Deus que você nunca desista de mim.

terça-feira, 29 de abril de 2008

de que caminho você vai seguir (e a melancolia)

Dito no bilhete deixado a cabeceira da cama debaixo do porta retratos virado pra baixo. "Há uma rua depois da esquina do café em que nós costumavamos ir, cheia de arvores, simpatica e familiar. Estou fazendo a minha vida ali numa casinha de tijolos marrons com janelas de madeira e cortina laranja. Volto a te escrever quando meu coração estiver livre. Ou preso demais."


Estou me libertando. (desilusão)

domingo, 20 de abril de 2008

a sombra do vento

e hoje é mais um daqueles domingos sem graça que eu penso no quanto eu não tenho mais nada pra pensar. dai eu começo a inventar várias histórias mais interessantes que meus pensamentos nesse dia chato. e como pensar demais me cansa de nunca chegar a nenhuma conclusão, ocupo a cabeça lendo. passo quase que a tarde inteira com meu livro, de pijama e descabelada, com uma preguiça imensa de tomar banho. mas como eu sou neurótica com cheiro, não consigo me concentrar em mais nada a não ser nesse cheiro de cigarro impregnado no meu cabelo. tomo um banho demorado esperando que meu tédio escorra pelo ralo e que como por encanto a alegria renasça em mim. e lembro da festa de ontem. e fico com raiva de mim mesma, porque eu insisto em não aceitar na minha intuição e vou para festas como aquela. cheia de gente vazia que vive maquiando uma felicidade que eles não tem com um beque bem dos vagabundos cantando reggae e achando que aquilo sim é viver. e eu fico entediada de tanta falta de caráter e me sinto culpada por exigir tanto da vida. e penso que essa hipocrisia de falsidade que a maioria das pessoas vivem é que deve ser a felicidade mesmo. e as minhas revoluções de pensamentos e tentativas de viver descentemente é que devem estar equívocas. depois me sinto patética me culpando de ser apenas uma realista careta que não fuma maconha. e cada vez mais eu me sinto sozinha mesmo com milhares de pessoas que se dizem meus amigos. e acabo aqui, só, escrevendo qualquer texto furado no meu quarto. e não vá pensar que eu sofro por ser uma estranha, neurótica e louca que pensa em coisas esquisitas. eu já me acostumei com a minha solidão a ponto de achar isso tão normal e não conseguir mais sofrer. eu deixei de me importar com que os outros possam se importar sobre mim. nunca fui uma padrão-comum idênticos a todas essas menininhas que querem se passar por 'virgens-sexy-inocentes'. eu não sou nenhuma santa, mas tenho meus princípios e sei do meu verdadeiro valor. sempre fui informada que se paga um valor por ser quem você é. então, por isso não me deixo abater, e dou graças a Deus pelo meu ser alto (mais do que eu gostaria), o que mostra que eu não sou nenhuma nota de 2 reais comum...