tem várias coisas neste mundo que eu não entendo, na boa. tipo essas facilidades que a sociedade cria pra dor não existir. eu não viveria sem sofrer. não tem lógica isso. todos nós precisamos sofrer, chorar, gritar pra descobrir, entender essa coisa toda de pra que se vive. e todas essas pílulas anti-melancolia, revistas de pessoas irreais, conselhos da capricho engavetados pré-congelados? meu Deus, que bando de gente hipócrita. quando mais se vende produtos de uma falsa felicidade mais existem pessoas se autodestruindo. porque deve ser horrível fingir ser aquilo que não é. Ninguém chora mais porque chorar tá fora de moda, aliás, pra que chorar? pra se curar talvez? pra absolver essa angústia permanente de não entender nada. somos todos perdidos vivendo num mundo perdido onde ninguém olha pro lado. teatro mais fantasioso, a gente tá vivendo a vida. não é mais um capítulo da novela das oito onde o mal vence. todo mundo tá torcendo pro mal vencer, é um dilúvio de falsas esperanças. o mundo avança na velocidade da luz (que eu não tenho a mínima de quanto é isso). o homem cria coisas que ninguém tem noção da dimensão do problema. então vamos brindar que o ano novo chegou, o crescimento dos peitos, nossas bundas siliconadas e essas caras de botox todas programadas pra serem felizes torcendo pra ninguém reparar nesse olho inchado. enquanto cada vez mais nos reduzimos a pó.
terça-feira, 8 de julho de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Dê vazão!
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Eu caminhei kilometros pensando nas pessoas que estariam me falando: é o que tem pra hoje! O que existe agora, tome, se contente com isso, é tudo que está presente aqui, logo, o melhor. Mas ao contrario disso eu só ouço esse silêncio me dizendo: é exatamente o que não tem pra hoje! O que não está posto ao alcance, hahaha olha, foi o que você não conseguiu. É pelo que você vai ter que lutar, é o que me foi prometido. Basta! Eu gritei bem alto em meio a encruzilhada. Aposto que eu e você nesse momento escolheriamos dar três passos sem rumo na lua, eu não quero isso, não mais! Eu quero as coisas certas, saber qual é a proxima rua onde virar, saber cortar caminho. Sei que é muito mais dificil viver a realidade, é mais trabalhoso, é um caminho mais escuro e tortuoso esse de seguir a risca o realismo, e eu quero mais aventura sim! Quero dar a cara a tapa, mostrar aos outros que é isso, sem mais. Quero estar tranquila, sem magia, sem o sol iluminando, um sistema qualquer atuando em hora alguma num palco inexistente. E então você vem comigo?
domingo, 22 de junho de 2008
cinqüenta e dois
como o 100º post deste blog, e pelo dia que é hoje, lá se vai mais um dos meus textos inspirados no mesmo motivo.
eu poderia falar de outra coisa menos estranha que não você. mas hoje é seu aniversário e meu centésimo post aqui. é claro, que o assunto é você. após tanto tempo eu não sei mais que sentimento é este. eu me acostumei a gostar de você, mas eu confesso que tenho lá minha dúvidas quanto a isso. já passou mas eu não sei se eu quero que passe, sabe? eu não sei a hora de parar e não tô nem um pouco afim de aprender. você me arranco do meu mundo e eu vivi dois anos numa vida inventada, emprestada. eu desaprendi a viver só pra mim. e esquecer você me faz esquecer da minha outra metade sensata. eu não posso viver só na loucura, entende. eu queria aprender a ser mulher pra você, mas eu preciso ser mulher pra mim. e eu tenho ciúmes da outra metade de mim ter sido tua. eu me quero de volta. mas agora eu me tenho e não sei se é isso mesmo que eu quero. é uma puta confusão e eu não sei onde eu me encaixo. eu queria te odiar tanto que meu lado humano não me permite. então eu desejo realmente que você seja feliz. que você encontre alguém menos complexa e mais solúvel. a gente era óleo e água, completamente opostos. não tem lei na química que explique essa nossa química.
to com uma saudadezinha. adianto cada situação grotesca na minha mente, sempre estou preparada emocionalmente pra qualquer coisa. agarro o chinelo e meto a cara no medo. que nada, sou uma retardada mesmo que não tem no que pensar. é, sem eufemismos banais. saudade de gostar de um babaca. daquele babaca. eu explico: quando você gosta de um babaca, você se sente viva. tudo fica mais intenso. você quer matar, mas a la osama bin. amar, só se for pra quase enfartar. chorar até ficar com cara de sapo. era só você sabe. eu era intensamente feita do dia pra você. agora sou eu. eu, eu mesma e sem você. você me cansava demais, me pesava demais, mas nunca me doeu demais. mentira, uma vez só. quando eu descobri que não tinha jeito. mas nem pra discordar de mim você prestava. meu peito desatou todos os nós. tô tentando ver se alguma coisa desperta uma lágrima que valha a pena. que nem aquelas telefonistas cheias de gerúndios pra estender o mínimo de ânimo. é que eu tenho odiado o gerúndio. sei lá. puta doidera isso. loucura vai bem com a essa minha cara de pseudo-intelectual-metida-de-franja. mas eu to tão bem, tão leve que eu sento e espero toda essa vontade passar.
não, eu não quero que todo aquele inferno volte. eu era apaixonada por você. hoje eu apenas te amo e nem sei se isso é amor. amor é menos porra louca e não é tão egoísta quanto eu. é que é impossível não olhar pra trás depois de tanto tempo. mas de uma coisa eu tenho que agradecer: se não fôssemos tão opostos e tortos essas linhas atravessadas não iriam se cruzar. não mesmo!
não, eu não quero que todo aquele inferno volte. eu era apaixonada por você. hoje eu apenas te amo e nem sei se isso é amor. amor é menos porra louca e não é tão egoísta quanto eu. é que é impossível não olhar pra trás depois de tanto tempo. mas de uma coisa eu tenho que agradecer: se não fôssemos tão opostos e tortos essas linhas atravessadas não iriam se cruzar. não mesmo!
um beijo a todos, com muita poesia aos próximos cem!
muito obrigada a todos que lêem e comentam aqui.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
colarinho
às vezes me canso do vazio de mim, me encosto num boteco e meu copo de vida se enche. me encho de tanta resposta atravessada e arisco um palpite no coringa. às vezes a sorte me torna intrínseca de uma vida inventada. eu me re-invento, me atiro a tocar no cinza mas prevalece o vermelho-sangue, grata. o cheiro de mofo me dá alergia, dou um espirro que elimina toda a melancolia. Já consigo inspirar as impurezas do mundo e quase abro um sorriso por exaustão. Ah, mas que seja engano, a mariposa pousa no meu ombro e me faz correr pra vida. o sol sorri intensamente pra mim, mas passo fator 50, a gente desacostuma com a luz depois de tanto tempo na escuridão. abafo sujeitos ocultos e gerúndios redundantes, mas hoje, aah gramática que me permita, hoje quero o presente imperfeito e sem medo. – traz 2 desse aí garçom, vá que eu me convença de tanto amor! - medo é desgraça do mundo. tristeza é a realidade sem auto-estima, precisa pisar em alguém pra estufa o peito de lacunas vazias. palavras ásperas não machucam mais. consinto o gosto na boca. Respiro todo ar que resta de vida e transpiro até a ultima gota o amargo dos fatos.
- ei, garçom! me traz mais uma gelada, acende esse cigarro, que hoje eu quero falar um pouco de prosa...
- ei, garçom! me traz mais uma gelada, acende esse cigarro, que hoje eu quero falar um pouco de prosa...
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eu acordo no meio na noite sozinha e penso: sempre há tempo pra mudar.
fecho os olhos sem medo e a vida pega carona...
"deixa ser como será, eu vou sem me preocupar, então tentar prever serviu pr'eu me enganar..." - Los Hermanos
fecho os olhos sem medo e a vida pega carona...
"deixa ser como será, eu vou sem me preocupar, então tentar prever serviu pr'eu me enganar..." - Los Hermanos
terça-feira, 27 de maio de 2008
olhos dos verdes
é porque o teu cheiro que fica quase entre a orelha e a nuca me sedou e eu quase que pude ser feliz de novo. você quase me fez esquecer do quanto o mundo é medíocre e as pessoas são egoístas e eu quase deixei de odiar o meu ódio de não ter nenhum problema interessante. e você quase me fez lembrar do quanto é preciso pouco pra viver em paz. eu quase larguei mão do meu orgulho ferido e quase te implorei pra você nunca me deixar ir sem sua mão. eu quase me apaixonei pela idéia que eu faço de você. eu quase chorei de emoção quando você me olhou tão profundamente e eu me senti completamente nua (e tua). eu quase perdi a razão quando tocou N só porque essa foi nossa quase música. eu quase desejei com todas as forças continuar ali, pra sempre, abraçada com você. foram quase 11 segundos de um quase-amor iminente quando a realidade despertou e gritou na minha cara que era hora de voltar, e o relógio quase voltou funcionar perfeitamente. são os quase milímetros de sanidade que nos deixa tão distantes a ponto da gente quase não conseguir se largar.é que o quase nunca é o inteiro mas eu quase gosto de me dividir em 2 metades pra que você sempre lembre que quase me tem inteira.
é porque eu quase morro de saudade do nosso amor que quase que nunca existiu.
é porque eu quase morro de saudade do nosso amor que quase que nunca existiu.
"e agora como eu posso te esquecer? (...)"
...eu quase acredito que é possível não ser você
quarta-feira, 14 de maio de 2008
trem-bala
" A vida não pode ser apenas um hábito"
li isto num livro e fiquei pensando na profundidade da frase. filosofei, tentei discutir com aqueles que vivem a minha volta, ninguém me entendeu, obviamente, e eu dei risada, pra variar. me acostumei com ninguém entendendo realmente onde eu quero chegar. porque, diga-se de passagem, nem eu sei ao certo onde eu quero chegar. mas tudo bem, a vida é assim mesmo, somos no fundo uma espécie igual habitando o mesmo meio porém completamente diferentes e semelhantes. todos com os mesmos sonhos hollywoodianos, frustrações a parte, psicólogos aos que esperam tanto que esperam menos e não esperam nada. já que escrevendo ninguém me condena, faço-me feliz. me alivio do peso das palavras nas costas. faço rpg, acupuntura, terapia pra retirar a carga da responsabilidade de ser feliz. todos nós, protagonistas cosmopolitas dividimos um fardo. é farto para alguns que são deveras inconformados com o comodismo de viver. sempre tentei achar alguma explicação lógica pra se viver. não encontrei, mas no fundo, não significa muita coisa não viu. é tipo aquele cisto no canto do olho, que você se acostuma, mas às vezes, numa tarde de terça, ele te incomoda. só pra você se lembrar que ele ainda tá ali, óh! e você se pega chorando sem querer chorar, mas porra, porque que a gente é assim? como alguém pode se contentar em viver nesse mundinho de merda de faz-de-contas? respiro fundo! não conto até 10 porque essa contagem é mentira que acalma, e mentira me deixa irritada. pronto. meu coração desacelera a medida que minha boca vai ficando seca. essa minha ansiedade de viver tanto ainda me mata. pronto, passa essa minha crise existencial de não se encaixar em nada. então, eu leio. leio tudo, vivo de comer palavra-a-palavra de cada livro. procuro em cada canto de página respingada de sangue morno uma lasca de auto-conhecimento. e é incrível quando cada crônica se torna vício você encontra um pedacinho de você em cada uma dela. e quanto mais encontra, mais procura, porque a vida é essa busca incessante de entender pra que se vive. fecho os olhos, dói um pouco essa ferida exposta no meu peito. consinto a dor, o vento frio resseca as dúvidas da minha cara. e a rota do destino gira, e acho tão bonito e triste a impossibilidade de fuga...
li isto num livro e fiquei pensando na profundidade da frase. filosofei, tentei discutir com aqueles que vivem a minha volta, ninguém me entendeu, obviamente, e eu dei risada, pra variar. me acostumei com ninguém entendendo realmente onde eu quero chegar. porque, diga-se de passagem, nem eu sei ao certo onde eu quero chegar. mas tudo bem, a vida é assim mesmo, somos no fundo uma espécie igual habitando o mesmo meio porém completamente diferentes e semelhantes. todos com os mesmos sonhos hollywoodianos, frustrações a parte, psicólogos aos que esperam tanto que esperam menos e não esperam nada. já que escrevendo ninguém me condena, faço-me feliz. me alivio do peso das palavras nas costas. faço rpg, acupuntura, terapia pra retirar a carga da responsabilidade de ser feliz. todos nós, protagonistas cosmopolitas dividimos um fardo. é farto para alguns que são deveras inconformados com o comodismo de viver. sempre tentei achar alguma explicação lógica pra se viver. não encontrei, mas no fundo, não significa muita coisa não viu. é tipo aquele cisto no canto do olho, que você se acostuma, mas às vezes, numa tarde de terça, ele te incomoda. só pra você se lembrar que ele ainda tá ali, óh! e você se pega chorando sem querer chorar, mas porra, porque que a gente é assim? como alguém pode se contentar em viver nesse mundinho de merda de faz-de-contas? respiro fundo! não conto até 10 porque essa contagem é mentira que acalma, e mentira me deixa irritada. pronto. meu coração desacelera a medida que minha boca vai ficando seca. essa minha ansiedade de viver tanto ainda me mata. pronto, passa essa minha crise existencial de não se encaixar em nada. então, eu leio. leio tudo, vivo de comer palavra-a-palavra de cada livro. procuro em cada canto de página respingada de sangue morno uma lasca de auto-conhecimento. e é incrível quando cada crônica se torna vício você encontra um pedacinho de você em cada uma dela. e quanto mais encontra, mais procura, porque a vida é essa busca incessante de entender pra que se vive. fecho os olhos, dói um pouco essa ferida exposta no meu peito. consinto a dor, o vento frio resseca as dúvidas da minha cara. e a rota do destino gira, e acho tão bonito e triste a impossibilidade de fuga...
quarta-feira, 7 de maio de 2008
não me deixe só
nesses últimos dias eu tenho cansado de ser eu. é, minha neuroses, meus pensamentos, minha indecência me pesam demais e é difícil ser eu mesma o tempo todo. ainda com toda essa mania de tentar me salvar de mim, de querer abraçar o mundo se, sequer consigo abraçar uma pessoa só. eu quero comer toda a felicidade pra acabar com ela rápido. porque alimentar uma ilusão é frustração na certa, aquilo fica embromando no estômago e não tem sal-de-fruta que alivie. ela te escapa por entre os dedos, escorre pela pia e eu não sei lidar com o fardo de uma alegria meia-boca. no fundo eu tenho medo. além de uma patética romântica eu ainda sou uma covarde assumida (brilhante, to me saindo melhor que a encomenda!). eu me apego fácil demais a tudo, então, prefiro simplesmente não saber do gosto doce da mentira que azeda quando menos se espera (na espera). eu te ignoro porque eu quero que você me ignore. eu tento matar esse amor em mim pra me livrar da incerteza. eu comprimo todo aquele sentimento no meu peito e deixo ele feito nó. engulo a vontade de chorar, de berrar pro mundo que a minha alma tá sufocada e quer se libertar. me escondo por de trás da minha máscara de forte e mal-humorada pra não ser descoberta. e eu sinto uma alegria tão fora do normal em saber que você existe que eu te odeio. odeio essa sua cara de pouco amor, cara de bobo porque eu não quero me prender nos seus olhos. eu desvio o olhar, estrago tudo mostrando pra você a inconseqüente que habita as minhas entranhas. tudo isso pra tornar mais fácil e solúvel a tristeza do meu peito. eu me afasto o máximo de você, aliás, to me lixando pra vaca que tá dando em cima de você, e o verme do ciúmes tá me corroendo mas eu sou puro veneno de antiamor. olho de soslaio pra garantir minha decepção e me livrar de você (de vez) o mais depressa possível. te conto a primeira coisa idiota que passa na minha cabeça desconexa pra você me absolver de mim mesma. réu culpada, pena capital! e você ao invés de me largar, me abraça e dá risada. você tá rindo de quê? hein?! ainda me diz que acha demais essa minha espontaneidade. você tem toda paciência do mundo em aumentar minha insanidade. não, seu besta! você tá fazendo tudo errado, eu sou mulher demais e você é um moleque. assim eu tento mais uma vez te fazer desistir de mim. desistir de entender minhas esquisitices. esse é o jeito estúpido que eu suplico, pelo amor de Deus que você nunca desista de mim.
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